GEOPOLÍTICA — GUERRAS NA UCRÂNIA E NO ORIENTE MÉDIO AMEAÇAM REUNIÃO DO G20
As tensões internacionais estão colocando mais um importante encontro diplomático sob pressão.
Começa nesta sexta-feira, em Atlanta, nos Estados Unidos, uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20.
O encontro reúne representantes das maiores economias do planeta e deveria servir para discutir cooperação econômica, comércio internacional, energia e segurança.
Entretanto, as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio ameaçam impedir um entendimento entre os participantes.
Segundo informações da Reuters, existe uma divisão significativa entre os países sobre como lidar com os conflitos internacionais.
Os Estados Unidos, que exercem a presidência rotativa do G20 em 2026, pretendem concentrar parte das discussões no comércio internacional e nas cadeias de fornecimento de minerais estratégicos.
Outro assunto importante é a disputa econômica entre Washington e Pequim.
A China possui grande influência na produção e no fornecimento de minerais essenciais para tecnologias modernas, incluindo baterias, equipamentos eletrônicos e setores ligados à inteligência artificial.
Os americanos pretendem ampliar a cooperação com outros países para reduzir essa dependência.
Mas a guerra na Ucrânia continua sendo um dos principais pontos de divergência.
A presença do chanceler russo Sergei Lavrov na reunião também provocou desconforto entre representantes europeus.
Alguns diplomatas chegaram a sugerir fotografias separadas para evitar aparecer ao lado do representante russo.
A União Europeia pretende cobrar maior apoio à Ucrânia e responsabilização da Rússia pelos danos provocados pela guerra.
Enquanto isso, os conflitos no Oriente Médio continuam influenciando os mercados internacionais e os preços da energia.
A preocupação internacional é que a falta de entendimento entre as grandes potências dificulte a construção de soluções diplomáticas.
Para o Brasil, esses acontecimentos são importantes porque podem afetar exportações, combustíveis, alimentos e relações comerciais.
O que acompanhar: o encontro do G20 poderá mostrar até que ponto as grandes potências ainda conseguem trabalhar juntas diante de interesses econômicos e militares cada vez mais divergentes.
