Mais um capítulo da novela eleitoral

A candidatura de Flávio Bolsonaro está passando por uma semana intensa. Depois do atrito com Michelle Bolsonaro 
há cerca de um mês, o senador escolheu se pronunciar e pedir desculpas para a ex-primeira-dama — que publicou 
um vídeo agradecendo as palavras e afirmando que pretende se reconciliar.
Se você não lembra… No dia 24 de junho, Michelle postou um vídeo afirmando que Flávio a havia desrespeitado e 
maltratado por telefone. Ela disse que entendeu que ele não queria seu apoio e, por isso, preferiu se recolher.
As desculpas importam porque, em uma pesquisa realizada pela AtlasIntel, para 55,4% dos eleitores o apoio da 
ex-primeira-dama era considerado importante para o senador vencer as eleições.
Depois do vídeo, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que a ex-primeira-dama tinha como condição para 
voltar a participar da campanha um pedido público de Flávio.
Mas essa novela vai além…
O senador enfrenta pressão devido à sua relação com uma empresa ligada a Vorcaro e ao 
pronunciamento da federação União-PP em adotar neutralidade nas eleições.
Nesta quarta, foram reveladas três notas fiscais no valor de R$ 1,5 milhão emitidas pelo escritório 
de advocacia de Flávio para nomes ligados a Vorcaro.
Duas delas, no valor de R$ 500 mil cada, foram destinadas a uma empresa chamada Copenhagen. 
Ela possuía como acionista um fundo administrado por uma gestora utilizada por Vorcaro para 
movimentar e ocultar patrimônio. Ambas as notas foram canceladas.
A terceira, também no valor de R$ 500 mil, foi emitida para a Contábil Correa — empresa que seria 
do diretor da Copenhagen. Não há registro de que essa foi cancelada.
Somado a isso, o União-PP afirmou que não tomará um lado exclusivo no primeiro turno das eleições. 
Para se ter ideia do que isso significa, a federação possui mais deputados do que o PL e o PT (101 parlamentares) 
e receberá a maior quantidade do fundo eleitoral, R$ 4,9 milhões.
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