POLICIAL — Polícia Federal combate esquema de pirâmide financeira que pode ter atingido milhares de vítimas
Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira investiga um esquema de pirâmide financeira que, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, pode ter atingido mais de 10 mil vítimas.
A investigação aponta para a utilização de plataformas digitais que ofereciam supostos investimentos em criptomoedas e operações automatizadas por robôs. Os responsáveis prometiam rendimentos extraordinariamente elevados, chegando a divulgar retornos de até 3% ao dia e 70% ao mês.
Promessas desse tipo merecem extrema cautela. Retornos elevados, garantidos e praticamente sem risco são um sinal de alerta para qualquer investidor.
Segundo a reportagem, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em cidades de diferentes estados brasileiros. Também foi determinado o bloqueio de bens de pessoas físicas e empresas, em um montante que pode chegar a R$ 100 milhões.
A medida busca preservar patrimônio que eventualmente possa ser utilizado para reparar prejuízos, caso as irregularidades sejam comprovadas.
Como esses esquemas atraem vítimas?
Muitos esquemas utilizam publicidade digital, depoimentos de supostos investidores satisfeitos e demonstrações de lucros em plataformas eletrônicas.
O objetivo é transmitir uma aparência de segurança e convencer novas pessoas a depositarem dinheiro.
Em determinadas estruturas fraudulentas, os valores recebidos de novos participantes são usados para pagar os primeiros investidores. Enquanto há entrada constante de recursos, o esquema pode aparentar funcionar. Quando os depósitos diminuem, os pagamentos deixam de ocorrer e os prejuízos aparecem.
A investigação precisa esclarecer como o dinheiro circulou, quem controlava as plataformas e se houve lavagem de dinheiro ou outras infrações financeiras.
Os investigados têm direito à defesa, e a responsabilidade criminal dependerá da apuração e das decisões judiciais.
Alerta ao ouvinte
Antes de investir, verifique a empresa, a autorização para atuar no mercado correspondente e a procedência das informações apresentadas.
Não confie apenas em influenciadores, grupos de mensagens ou telas que exibem supostos lucros.
