EUA continuam bombardeios contra o Irã que já duram dez dias seguidos
Postado 21/07/2026 10H23
shington diz que tenta reduzir capacidade iraniana de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz
As forças armadas dos Estados Unidos informaram, no final da segunda-feira (20), que concluíram sua mais recente
rodada de ataques contra o Irã, afirmando ter atingido centros de comando militar iranianos, locais de lançamento
de mísseis e drones, capacidades marítimas e sistemas de defesa aérea.
O Comando Central dos EUA divulgou imagens noturnas na segunda-feira, mostrando jatos decolando e vídeos aéreos
em preto e branco do que os militares descrevem como ataques de precisão contra alvos militares iranianos,
incluindo centros de comando, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira.
A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar o local ou a data em que o vídeo foi gravado. Nenhuma
versão anterior do vídeo foi encontrada publicada na internet antes de 20 de julho.
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Tráfego de navios em Ormuz despenca após colapso de negociações
A mais recente rodada de ataques dos EUA contra o Irã durou cerca de cinco horas, segundo as forças armadas americanas,
marcando dez noites consecutivas de ataques ao país.
Washington afirmou que está tentando "reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".
O conflito com o Irã começou quando os EUA e Israel atacaram o país em 28 de fevereiro, e o Irã respondeu com
seus próprios ataques contra Israel e Estados do Golfo que abrigam bases americanas.
Teerã tem respondido atacando todos os países da região do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos,
a Arábia Saudita, Israel e até mesmo aliados como Omã.
O Bahrein acionou sirenes nesta terça-feira (21), após uma noite de ataques americanos contra o Irã.
O tráfego diário de navios pelo Estreito de Ormuz vem caindo de forma consistente desde o colapso das negociações
entre os Estados Unidos e o Irã. Na segunda-feira (20), apenas nove embarcações passaram pela via marítima, segundo dados do MarineTraffic.
Os dados de fonte aberta mostram que sete navios de carga entraram no Golfo Pérsico, enquanto um navio-tanque
e um navio de carga saíram em direção ao Golfo de Omã.
Esse movimento limitado pelo estreito contrasta fortemente com a situação de cinco meses atrás, antes do
conflito entre EUA e Irã, quando uma média de 130 navios atravessava a passagem diariamente, segundo a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
Novos ataques entre os EUA e o Irã aumentam as preocupações com a segurança das embarcações e prejudicam o
transporte de petróleo por um canal crucial para as exportações. Várias embarcações comerciais foram relatadas
como tendo sido atingidas pelo Irã em uma tentativa de afirmar controle sobre o estreito.
A falsificação de sinais de GPS, um tipo de interferência de navegação que faz com que as posições transmitidas
pelos navios apareçam em locais incorretos, continua sendo uma preocupação em toda a região.
A interferência persiste há meses, às vezes deslocando as coordenadas informadas pelas embarcações em dezenas de
quilômetros e tornando mais difícil monitorar o tráfego pela via marítima.
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