GEOPOLÍTICA —RÚSSIA ATACA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA NA UCRÂNIA: 14 MORTOS E EUROPA COBRA REAÇÃO INTERNACIONAL
Uma nova escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia provocou indignação internacional nesta sexta-feira, 30 de outubro.
Um ataque russo com drones atingiu uma plataforma ferroviária movimentada na cidade de Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, deixando pelo menos 14 mortos e outros 14 feridos, segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian.
O ataque aconteceu na quinta-feira e atingiu uma área utilizada diariamente por passageiros.
A tragédia provocou reações de autoridades europeias. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o episódio como horrível e voltou a cobrar apoio militar e diplomático dos países aliados.
Zelensky também defendeu a manutenção das sanções econômicas contra Moscou, argumentando que não seria adequado aliviar as restrições enquanto os ataques russos continuam.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, condenou o bombardeio e defendeu o aumento da pressão internacional sobre o governo russo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também afirmou que uma solução para o conflito precisa ir além de um cessar-fogo localizado.
A GUERRA CONTINUA SE ESPALHANDO
Além do ataque em Dnipro, forças russas realizaram novos ataques contra a capital ucraniana, Kiev.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, mísseis balísticos atingiram instalações de armazenamento e provocaram incêndios.
Outro ataque atingiu um alojamento estudantil em Dnipro, deixando estruturas danificadas e provocando interrupções no fornecimento de energia.
As autoridades ucranianas informaram que aproximadamente 350 mil residências foram afetadas pelos cortes de eletricidade.
NEGOCIAÇÕES DE PAZ ENFRENTAM DIFICULDADES
Enquanto os ataques continuam, existe uma tentativa diplomática de organizar novas negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
A expectativa era realizar uma reunião técnica em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na primeira quinzena de novembro.
Entretanto, o Kremlin afirmou que a realização do encontro depende também da situação no Oriente Médio.
Outro obstáculo é a participação europeia. Moscou não demonstra disposição para incluir representantes europeus nas negociações, apesar de países como França, Alemanha e Reino Unido defenderem participação direta nas decisões sobre o futuro da segurança continental.
A situação coloca os Estados Unidos diante de um desafio diplomático: tentar aproximar os dois lados enquanto continuam as divergências sobre sanções, segurança territorial e garantias militares para a Ucrânia.
O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O MUNDO?
A guerra já ultrapassou as fronteiras de uma disputa regional.
O conflito afeta os preços internacionais de energia, o comércio de alimentos, os investimentos e as relações diplomáticas entre as grandes potências.
Para o Brasil, a instabilidade também merece atenção, especialmente pelos possíveis reflexos nos preços de combustíveis, fertilizantes e produtos agrícolas.
O grande questionamento internacional é até quando será possível manter negociações diplomáticas enquanto ataques contra cidades e estruturas civis continuam acontecendo.
