Oriente Médio: ataques atingem cidades e instalações de energia
A situação no Oriente Médio também se agravou nesta terça-feira.
Combatentes houthis apoiados pelo Irã realizaram ataques contra quatro cidades do sul da Arábia Saudita: Khamis Mushait, Abha, Najran e Jazan. Segundo a Reuters, mais de 70 pessoas ficaram feridas e instalações de energia foram atingidas.
O problema vai muito além da segurança regional.
A região do Golfo Pérsico concentra uma parcela fundamental do fornecimento mundial de petróleo. E o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de energia do planeta.
O tráfego de navios comerciais pelo estreito diminuiu no início desta semana depois que o Irã ameaçou retaliar contra novos ataques americanos. A movimentação chegou a apenas sete navios de commodities em determinado dia, segundo dados citados pela Reuters.
O petróleo voltou a subir justamente por causa do medo de interrupções no abastecimento. O Brent chegou a níveis próximos de US$ 100 por barril.
E existe outro efeito: o gás natural europeu também está sofrendo pressão. Analistas apontam que uma guerra prolongada no Oriente Médio pode provocar novos problemas de energia durante o inverno europeu.
Para o Brasil, isso pode significar combustível mais caro, pressão sobre inflação, custos maiores de transporte e impactos sobre toda a cadeia produtiva.
Portanto, o que acontece no Golfo não fica no Golfo. O preço do petróleo atravessa fronteiras e chega ao posto de gasolina, ao supermercado e ao custo de produção das empresas.
